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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Como confiar em seu parceiro!

1. Comunicação: o ingrediente principal Ainda que você já tenha ouvido isso mais de mil vezes, não deixa de ser certo. É impossível que um casal funcione ou que as duas pessoas estejam felizes com a relação se não existe uma boa comunicação entre eles.Mas, comunicar-se não tem a ver com falar muito e, sim, com poder expressar para o parceiro os sentimentos, inquietudes, projetos... e obter um "feedback" da parte dele. Se existe uma boa comunicação é fácil resolver os problemas que vão surgindo.
2. Escutar: o outro lado da moeda É tão importante como ser capaz de falar e se comunicar. Se você fala sem parar e quando ele quer te contar algo (ainda que seja algo relacionado ao futebol) você logo muda de assunto, você está falhando em um ponto muito importante. E não se trata de ficar quieta e ouvir tudo o que ele diz, mas sim de escutá-lo e tentar entendê-lo.Seu parceiro deve saber que pode lhe contar qualquer coisa, pois você irá prestar toda atenção. Saber escutá-lo ajudará com que ele se comunique melhor, a criar laços especiais de cumplicidade entre vocês e saber o que quer, necessita e preocupa o outro.
3. Ser compreensiva: ponha-se no lugar dele Antes de julgar uma situação, por mais grave ou absurda que ela lhe pareça, tente se colocar no lugar da outra pessoa. Tente averiguar o que ele sente, como pensa, por que tem se comportado assim.Ninguém nunca tem razão absoluta e sempre há muitas versões para a mesma história. Seu parceiro não pode e não deve se comportar igual a você, irritar-se com tudo o que ele faz sem tentar entender ou tentar mudá-lo é um erro.Ainda que vocês tenham certa afinidade, não precisam pensar igual em tudo. Entender isso os ajudará a serem muito mais compreensivos um com o outro, mais tolerantes e justos.
4. Tolerância: liberdade bem entendida Você deve ser tolerante com seu parceiro sempre que a atitude ou o comportamento dele forem honestos ou quando não te causarem danos físicos ou emocionais.Este é um dos pontos mais difíceis de atingir já que, normalmente, mesmo que a liberdade seja algo desejado é muito difícil dar essa liberdade ao nosso parceiro.Cada membro do casal tem direito a ter seus momentos de independência e intimidade, de desenvolver seus projetos, gostos ou fantasias sem se sentir limitado pelo outro.Mesmo que pareça o contrário, controlar seu parceiro, querer estar sempre com ele ou proibi-lo de fazer certas coisas simplesmente por insegurança é o que mais pode afastá-lo de você.Um casal não pressupõe um contrato de escravidão e, sim, de colaboração. A postura mais generosa e benéfica para o relacionamento é apoiar o parceiro de uma maneira construtiva em seu desenvolvimento individual.
5. Desenvolvimento pessoal, não funcional É muito importante entender que embora vocês sejam um casal, vocês continuam sendo pessoas independentes, com personalidades e vidas próprias.Vocês devem amadurecer e se desenvolver de forma individual para que exista um equilíbrio entre o casal. Ninguém deve viver à sombra do outro ou ser totalmente dependente dele.Claro que o desenvolvimento e amadurecimento dele deve ser paralelo ao seu. Para conseguir isso, é fundamental que vocês tenham alguns objetivos comuns na vida: casa, trabalho, filhos, viagens, vida em casal, etc.Além disso, é importante que você sinta que existe entre vocês um tipo de união que vai além do material. Uma conexão espiritual, uma forma comum de sentir a vida e o relacionamento.No começo, o encantamento e a paixão proporcionam essa união especial, depois parece que algo está faltando.Agindo dessa forma, você não permitirá que haja um desequilíbrio entre os interesses individuais e comuns de vocês.
6. Ter vida socialNo início, é normal que vocês só tenham vontade de ficar juntos e sozinhos, porém, é fundamental que vocês tenham vida social. Não só de forma individual, mas também como casal.Isto significa que vocês devem ter amizades comuns com as quais podem fazer planos. A mesma coisa pode se estender à família. Sair juntos e se divertir fará com que vocês se sintam bem e dará uma pitada de emoção a vida de vocês.É importante que ambos possam continuar desfrutando sozinhos dos próprios amigos, mas, claro, de uma forma honesta e sadia. Para isso, é fundamental ter confiança no parceiro, o próximo ponto da lista.
7. Confiança: evite o desentendimento Um relacionamento sem confiança mútua não leva à parte alguma. Não é necessário confiança cega, mas, racional. Se não há motivos reais ou comprovados para desconfiar, infernizar a vida do parceiro com medos ou inseguranças fará com que ele se afaste.A falta de confiança empobrece as relações e torna a convivência difícil. Aquele que é objeto de suspeita ou acusação costuma se "desapaixonar" porque a atitude da(o) parceira(o) o impede de desfrutar das coisas mais simples.Para não criar situações incômodas, ele acaba renunciando muitas coisas. Mas, a pessoa que desconfia também sofre muito e pode passar facilmente do amor à obsessão. A solução para este problema passa pela comunicação.
8. Afeto: depois da paixãoAs carências afetivas costumam terminar com muitos casais. O afeto é a demonstração do amor, fundamental uma vez que o encantamento e a paixão começam a decair.É muito importante ter sempre uma atitude carinhosa com o parceiro e fazer demonstrações de carinho para que passem muito tempo juntos. Não se sentir querida é uma das principais queixas das mulheres.O carinho é algo que deve ser cuidado a cada dia, já que é o que mais facilmente se perde com o tempo e com a rotina.Você conhece tanto seu parceiro que acha que ele não precisa de mimos e carícias. Se não recebemos carinho devemos fazer com que ele saiba, para ver se é uma questão de descuido ou se existe uma causa mais profunda.
9. Sexo: o tempero da relaçãoFazer com que o sexo funcione é um grande ponto a favor para que um relacionamento dure, entretanto, ele não deve ser o principal. Se vocês só estão juntos para poderem praticar o sexo será difícil fazer com que a relação de vocês chegue a algo mais.É importante que ambos desfrutem das relações sexuais e tomem a iniciativa na hora da transa. O sexo, assim como o carinho, também precisa de cuidado. Vocês não podem se acomodar com o tempo.O cansaço, o estresse, os filhos e as preocupações fazem estragos na vida sexual de muitos casais. Quando o desejo está inibido é preciso buscá-lo e propiciá-lo. Manter uma vida sexual ativa é um trabalho e uma preocupação dos dois.
10. Amor: saber dar e receberAmar também se aprende. De fato, é uma atitude madura e pode ser muito consciente. Em quase todos os casais costuma haver um que desempenha o papel de amante e outro o de amado.É muito cômodo deixar que alguém te deseje, mas nem sempre é a postura que a faz mais feliz no relacionamento.Tão importante quanto ouvir o parceiro dizer que a deseja, é poder dizer a mesma coisa a ele. Existem pessoas que têm uma enorme capacidade de amar e de se entregar, já para outras, isso custa tanto que chegam a fracassar em seus relacionamentos, mesmo desejando a outra pessoa.

domingo, 5 de julho de 2009

Infidelidade afeta de maneira diferente homens e mulheres

O quão culpado você sente com a possibilidade de trair seu parceiro? Foi com essa pergunta em mente que psicólogos das universidades de Halifax e de Toronto no Canadá e da Universidade de Viena, na Áustria, conduziram um interessante estudo envolvendo 66 mulheres e 65 homens com idade média em torno dos 28 anos, todos canadenses. A questão da culpa era a variável mais relevante, já que até o momento os estudos da psicologia evolucionária sempre abordaram o ciúme que a pulada de cerca gera. A culpa é o mecanismo central para um comportamento responsável, e serve como um alerta em relação às ações de uma pessoa serem inaceitáveis para seu parceiro ou grupo social. Culpa também é inversamente proporcional à intenção, ou seja, quanto mais intencional for o ato, menor a culpa.
Os estudiosos separaram a traição em duas categorias básicas: a física, onde o ato sexual de fato é o mais importante, e a emocional, onde existe sentimento de amor ou paixão envolvido, sem necessariamente ocorrer o ato sexual. O resultado final é que homens se sentem mais culpados quando protagonizam a traição física, enquanto nas mulheres o peso na consciência é maior quando ocorre uma infidelidade emocional. Na verdade os pesquisadores esperavam uma resposta inversa, onde homens estariam se preocupando mais com a traição emocional, uma vez que a predisposição masculina para sexo é inerente a esse universo. Já a mulher estariam preocupadas com a física, já que sabem o quanto elas afetam os homens. E porque os pesquisadores erraram em suas hipóteses? Segundo o estudo, homens no geral tendem a dar mais valor aos aspectos sexuais de seu relacionamento, enquanto as mulheres costumam superlativar a questão emocional. Ambos os lados projetam seus próprios valores éticos no parceiro, enquanto na verdade, eles são bastante distintos. Essa valorização de duas perspectivas diferentes na relação do casal também se reflete na hora de perdoar uma traição. Para os dois sexos uma traição física é difícil de engolir, mas para as mulheres pesquisadas o relacionamento tem uma chance muito maior de chegar ao fim se elas descobrirem que o parceiro está dormindo com outra pessoa. Maior até do que se ele estiver emocionalmente envolvido coma um terceira. O grande viés do estudo, publicado na revista Evolutionary Psichology, é que as pessoas entrevistadas não estavam obrigatoriamente envolvidas com alguém e também não confessaram se já haviam traído ou não - o que não invalida a tentativa de entender melhor um assunto tão combustível. No Brasil, as opiniões se dividemAna Paula Barros, empresária de 39 anos, nunca passou pela experiência de saber de uma traição, mas afirmou ao Terra que perdoaria uma. ¿Claro que não seria a coisa mais fácil do mundo e haveria mágoa, mas perdoaria com certeza. Eu não abriria mão do homem que eu amo por causa de um deslize dele¿. A coisa muda, porém, se ele estivesse envolvido emocionalmente com a pessoa. "Nesse caso não acho que cabe perdoar ou não, mas compreender, aceitar e esquecer. Perdoar um sexo casual é uma coisa, mas se ele se envolveu, se gostou e houve sentimento, é diferente. Não sei se eu conseguiria compreender e aceitar uma traição nesse caso. Provavelmente o relacionamento acabaria." Daniele Schupp, carioca de 40 anos, perdoou alguns deslizes de seu ex-marido, mas quando ele se envolveu sentimentalmente com outra pessoa foi a primeira a desejar-lhe sorte e felicidade na nova empreitada. "Quando ele se apaixonou mesmo, nós já tínhamos uma relação mais de amizade do que de marido e mulher. E as coisas não aconteceram de propósito, ele não procurou me trair, aconteceu. Dei a maior força para ele voltar para a Holanda (seu país de origem) e viver o seu grande amor. Se eu não tivesse feito isso, seria por puro capricho, por egoísmo total." Essa maturidade acabou levando as duas, ex-esposa e amante, a se tornarem amigas íntimas depois da morte do ex-marido e até hoje se encontram uma vez por ano. Marcelo Vaz, engenheiro agrônomo de 43 anos, já foi traído e acabou perdoando. Mas em uma outra situação, e já ao lado de outra pessoa, Marcelo teve uma noite de sexo casual, se sentiu mal e acabou contando. "Dancei, nesse caso", diz ele. Mauro Suannes, economista de 40 anos, já é mais categórico em sua opinião: "Eu não perdoaria nenhum dos dois casos. Se for sexo casual pode parecer que o sexo comigo não está bom, então não adiantaria eu perdoar e ela voltar pra mim. Se tiver envolvimento emocional, pior ainda, pois poderia levá-la a continuar pensando na outra pessoa, mesmo estando comigo." Patrícia Scheuermann, 39 anos, concorda. "Para mim, seria impossível manter um relacionamento onde a sombra de uma traição, mesmo que "apenas" sexual, estivesse presente. Como saber se esse tipo de traição não viraria um hábito?" Talvez a melhor maneira de evitar a infidelidade é manter o diálogo sempre aberto. Pelo menos é o que acredita Mauro Suannes. "Se algo está ruim no relacionamento é melhor conversar com a parceira, pois traí-la não resolve os problemas do casal." Mesmo porque algumas reações a uma pulada de cerca podem ser mais explosivas que outras e deixar marcas piores que a culpa, como Luciana D. Vedove, 35 anos, deixa bem claro. "Ele teria que se dar por feliz por eu deixar que ele continuasse a manter seu órgão sexual depois de uma traição." E aí? Vai arriscar?